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AMIGO QUE VEM E VAI
Na semana passada uma amiga da minha namorada Cris, chamada Juliana, encontrou um cachorro da raça golden na praia de Juqueí.
Ela não resistiu a cara de dó do bichinho e acabou levando-o para casa, ou melhor, para o seu apartamento em SP. Neste meio tempo o cachorro passou por um check-up no veterinário, tomou um banho, penteou os pêlos e ficou novo em folha. Tempo suficiente para se apegar ao novo amigo.
Como a raça Golden é grande, não havia espaço para cuidar dele no apartamento. Com isso, Juliana foi obrigada a dar para alguém que tivesse espaço suficiente para o cão se divertir. E assim foi feito. Como ela chorou.
PROCURA-SE FIDEL
Bernando gosta de surfar. Mais do que surfar, ele ama seu cachorro da raça golden, chamado Fidel. Os dois são inseparáveis. Parecem as duplas de homem e cão dos seriados e filmes americanos.
Mas Bernardo está triste. Fidel desapareceu na última vez que estiveram na praia de Juqueí, na semana passada.
Em um momento de tristeza pelo sumiço de Fidel, Bernardo desabafou com um fornecedor de sua loja de tênis, que ouviu atentamente as suas histórias e lamentou o ocorrido.
ENCONTRO DE INFORMAÇÕES
No último final se semana, minha namorada conversou com o seu irmão Ricardo. Ele, por acaso, é o fornecedor da loja de tênis de Bernando que ouviu as histórias do sumiço de Fidel.
Em um determinado momento ela comentou sobre o cachorro da raça golden que a sua amiga Juliana encontrou na praia. Imediatamente Ricardo se lembrou da história que Bernardo lhe contou na loja de tênis.
Ricardo ligou imediatamente para seu cliente Bernardo. O cachorro encontrado pela Juliana só poderia ser o Fidel.
Cris ligou imediatamente para a sua amiga Juliana.
Graças a esta conversa entre Ricardo e Cris, Bernardo conseguiu falar com a Juliana. Ela já havia dado o cachorro, mas se comprometeu de levar Bernardo até a pessoa que estava com ele.
SORTE, COINCIDÊNCIA, OU UM POUCO DE TUDO?
Juliana levou Bernardo até o cachorro. E como esperado, era o seu amigo inseparável. Sim, era Fidel que estava ali. O cão que Juliana tinha encontrado era o Fidel. O mesmo que Bernardo tinha perdido.
Até agora não consigo acreditar como tudo isso aconteceu. Como o elo entre estas 4 pessoas e 1 cachorro se fechou? Algo inacreditável.
Como definir isso?
Sorte? Coincidência? Ou um pouco de tudo?
por Marcel Agarie * 1:16 AM
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TRECHO DA ENTREVISTA DE CACO BARCELLOS PARA A REVISTA CAROS AMIGOS
CAROS AMIGOS - Você vê alguma solução para o problema da violência no Rio de Janeiro?
Caco Barcellos - Vejo muito claramente, mas tenho até vergonha de dizer, porque é tão óbvio, tão repetido ao longo das décadas. Para mim, é muito claro que todo traficante, sem exagero, teve experiência com o mercado formal de trabalho, talvez só o Juliano não tenha tido. E, sem exagero e sem exceção, todos têm ou tiveram uma mãe empregada doméstica. Então, eles conhecem, muito melhor do que a própria classe média, a realidade da vida do Rio de Janeiro. No caso das próprias empregadas domésticas, conhecem a intimidade das famílias de classe média alta. E é muito claro que essas mães levam informação para os filhos em casa. E que sabem muito bem que os empregadores não falam a verdade quando dizem que não podem pagar um salário legal. Conhecem a intimidade e, se forem curiosas, têm o segredo da correspondência financeira da família. Vêem o excesso. O filho da classe média alta talvez gaste numa noite de balada o que a empregada ganha no mês. E é triste constatar que um filho que não quer reproduzir a trajetória do pai trabalhador - que se dedica oito, dez, doze horas por dia fora de casa, abandonando-o no barraco para ser educado e criado pelos irmãos -, quando esse filho deriva para o tráfico, ele é que começa a levar a prosperidade para o barraco. Nunca o pai e a mãe trabalhadores. Ele que leva o microondas, a primeira geladeira, o material de construção etc. E que moral têm pai e mãe, por mais que seja grande seu esforço do trabalho, se não conseguem competir com a renda do filho? Então, o caminho começa não com a oferta de trabalho, não com a simples ocupação, como as ONGs costumam falar, que "são desocupados, dá recreação para esses jovens...". O trabalho das ONGs é fantástico, pior se não existissem, as entidades assistencialistas fazem um papel muito importante como provedoras de necessidades básicas dessas comunidades, mas suspeito que muito mais importante que isso seja levar não o trabalho, porque eles já conhecem muito bem, mas um salário decente. Isso, nenhum deles conhece.
por Marcel Agarie * 11:25 PM
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CACO NA OBORÉ
Amanhã, 24/06, o repórter Caco Barcelos estará na Oboré, no espaço Aloysio Biondi, para participar do projeto "Descobrir São Paulo, Descobrir-se Repórter".
Caco Barcelos sempre foi para mim uma grande referência como repórter, principalmente por se posicionar ao lado dos oprimidos. Foi assim quando fez matérias sobre o surgimento do MST, quando escreveu o livro ROTA 66 e também o último sucesso, Abusado, história do traficante Marcinho VP do morro Dna Marta, no RJ.
Ele consegue prender a leitura e principalmente, apresentar os motivos que fizeram os seus personagens reais se transformarem em bandidos, vítimas da repressão da Rota, ou invasores de terra. Sérios problemas sociais!
Amanhã estarei frente a frente com ele, junto com os amigos que participam comigo do projeto. Será um dia e tanto!
por Marcel Agarie * 10:59 PM
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Trocadilho que enGANA
Comentários de um torcedor apaixonado
Desde que o Brasil se classificou para as oitavas e descobriu que o sua próxima vítima será Gana, eu não parei de ouvir o trocadilho chato em todos os lugares: jornais, telejornais, comentaristas, amigos, até eu!!!
"Brasil com gana"
"Brasil precisará de gana"
"A gana de ganhar do Brasil"
"Com muita gana Brasil!"
O Brasil que se cuide! Com esse futebol que enGANA, se vacilar, se esGANA.
por Marcel Agarie * 10:39 PM
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A DEMOCRACIA DO MARKETING
Um dos principais ativistas a favor do desarmamento, Denis Mizne, fala sobre a derrota no plebiscito que decidiu o rumo da comercialização de armas de fogo no Brasil
Por Marcel Agarie
"A população não estava preparada para votar", disse o diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne, quando perguntado sobre as condições da sociedade brasileira diante do plebiscito que legalizou o comércio de armas de fogo.
O executivo participou da campanha pelo sim e confessa que a oposição, a favor da comercialização, foi "mais profissional". E realmente foi. Além de possuírem mais dinheiro para as propagandas, os adeptos do não iniciaram os trabalhos com um ano e meio de antecedência.
Denis acredita que o marketing foi um dos grandes responsáveis pela vitória do não. A campanha a favor da comercialização utilizou argumentos que mexeram com a opinião pública. "Depois do terceiro, quarto dia de campanha eles não falavam mais em armas, só em direitos", afirma. Em seguida completa. "A mulher abria todo dia o programa de tevê dizendo: eu não tenho arma, eu nunca quis ter uma arma, mas estou preocupada em manter os meus direitos."
A campanha do sim sofreu alguns problemas que dificultaram o seu trabalho de marketing. O Sindicato dos Professores de São Paulo produziu uma cartilha e um DVD com propagandas das instituições Viva Rio e Sou da Paz, além de vídeos com parentes de vítimas de armas de fogo. Mas o material nem chegou a ser distribuído, pois foi vetado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O vídeo seria encaminhado para as escolas e utilizado pelos professores, com intenção de mobilizar alunos e seus familiares a votarem a favor do desarmamento.
Na opinião de Denis, a estratégia também foi mal feita. "Tínhamos apoio de todos os setores da sociedade. A imensa maioria dos artistas e personalidades estavam do nosso lado, além de especialistas em segurança pública e muitos argumentos a nosso favor".
Como ponto central do sucesso ou da derrota, está o marketing utilizado pelos partidos. Os que sabem manejar esta ferramenta saem quase sempre vencedores, como foi o caso da campanha contra o desarmamento. Outro exemplo vitorioso foi a eleição de Lula em 2002, que muitos creditam a estratégia de marketing traçada por Duda Mendonça.
Baseado nestas situações é possível afirmar que o marketing é um claro instrumento de manipulação. No Brasil, onde a educação ainda é um sério problema social, as pessoas assimilam informações sem senso crítico, aceitando tudo que é posto como verdade pelos veículos de comunicação. Já quem tem o mínimo de discernimento, logo percebe a "jogada de marketing" nas cenas.
Portanto, será que os deputados, governadores e o próprio presidente, são eleitos por suas reais competências? Será que o "não" venceu o "sim" porque os cidadãos desejavam manter o direito de comercializarem armas de fogo? Provavelmente não. Certamente eles foram manipulados por fortes estratégias de marketing, e por falta de senso crítico, seguiram a "verdade" que a propaganda apresentou.
Uma democracia do marketing está implantada. Aquele que tem mais dinheiro para investir com boas estratégias será o grande vencedor. Enquanto isto, brasileiros continuarão sem saber o porquê e em quem estão votando. E lá no instituto Sou da Paz, Denis Mizne continuará dando entrevistas dizendo, "A população não estava preparada para votar".
por Marcel Agarie * 9:10 PM
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DE OPRIMIDO A OPRESSOR
O MLST, dissidência do MST, representa uma camada da sociedade, marginalizada, esquecida entre os planos discutidos no Congresso Nacional, oprimida diante das circunstâncias do país.
São moradores do campo que lutam por uma reforma agrária. Muda governo, muda partido, e ela nunca acontece.
Chega uma hora que as pessoas cansam de esperar.
Chega uma hora que as pessoas cansam de aguardar uma negociação.
Chega um hora que as pessoas perdem o controle e vão cobrar de quem eles acreditam ser os responsáveis, neste caso, os políticos.
Quem é ser humano, sabe disso. Tudo tem limite. Muitas vezes, perdemos a paciência por menos que isso. No trânsito, no trabalho, em casa. Imagine alguém que está com fome, com sede, sem casa, sem dignidade. Haja paciência.
Foi isso que aconteceu hoje. Cansados de esperar, invadiram a Câmara dos Deputados, em Brasília, para demonstrar suas indignações.
Concordo que o ato foi exagerado, afinal, muitos inocentes ficaram feridos. Mas a causa não deixa de ser legítima.
Se a mídia se preocupasse em focar as causas e os problemas sociais dos manifestantes, talvez opinião pública pensasse de outra maneira.
Mas já é tarde. Os "vândalos" já invadiram o Congresso.
por Marcel Agarie * 12:58 AM
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NÚMEROS
9% dos jovens brasileiros, entre 18 e 24 anos estão cursando uma universidade. Nos EUA este percentual atinge 80%.
Segundo Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), as faculdades formam de 6 mil a 7 mil novos jornalistas todos os anos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma que um menino indonésio de 15 anos é a 128ª pessoa a morrer vítima da gripe aviária.
A taxa de mortalidade infantil na cidade de São Paulo diminuiu 7,9%, em 2005, ficando em 12,9 óbitos de menores de 1 ano por mil nascidos vivos.
por Marcel Agarie * 12:31 AM
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000193
MANIFESTAÇÕES
Estudantes chilenos demonstraram a força de uma ação popular.
Na última segunda, 1 milhão de manifestantes foram às ruas reivindicar por melhores condições para educação pública.
Uma delas pede que o governo nacional retome o controle das escolas públicas, que atualmente são administrada pelas prefeituras.
A forma como funciona hoje, permite que haja um grande desequilíbrio nos investimentos nas escolas de bairros ricos e pobres.
A diferença de investimento é grande, variando de R$ 140 a R$ 800.
Eles também reivindicam vestibulares e transporte público gratuitos.
A manifestação já apresenta alguns resultados. A presidente chilena, Michelle Bachelet, eleita há apenas três meses, prometeu enviar para o Congresso nos próximos dias um projeto que altere a lei que rege a educação do país.
Quanto ao passe-livre e aos vestibulares gratuitos, Bachelet prometeu subsidiar a população que esteja na faixa dos 40% mais pobres.
Podemos dizer que já é um progresso, conquistado graças a participação popular.
Quando isto irá acontecer no Brasil?
por Marcel Agarie * 12:08 AM
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