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Matéria extraida do jornal O Estado de São Paulo de 24 de Janeiro de 2006
Jornais buscam formas de atrair a atenção dos jovens
Pesquisa realizada nos EUA mostra que apenas 6% do público jovem está interessado em notícias
Sam McManis
THE SACRAMENTO BEE
SACRAMENTO, EUA
Conquistar consumidores de notícia jovens é um dos maiores desafios da mídia atualmente. Estudo após estudo, os dados mostram que os jovens americanos (adolescentes e na casa dos 20 e poucos anos) estão ignorando os noticiários em números alarmantes. Segundo uma pesquisa de 2005 da Kaiser Family Foundation, os jovens passam 6 horas e 21 minutos por dia usando a mídia - e, desse tempo, 3 horas e 51 minutos são dedicados à TV. Mas apenas 6% dos entrevistados disseram que assistem ao noticiário.
Várias outras sondagens mostram que os jovens, embora entrem na internet com freqüência, não a usam para obter notícias. E a leitura de jornais entre os jovens tem caído continuamente desde 1972, assim como a audiência de noticiários de redes de TV e a leitura de revistas. A chamada grande mídia tem respondido com várias iniciativas.
PRESENÇA ONLINE
Os jornais metropolitanos vêm aumentando significativamente sua presença online, como uma forma de chegar mais perto dos jovens. Os noticiários das redes e emissoras locais de televisão também respondem. O World News Tonight, da rede ABC, lançou uma transmissão vespertina via internet com a âncora Elizabeth Vargas. O âncora da NBC Brian Williams tem um blog sobre o processo de seleção de notícias. A CBS News lançou um serviço, Assignment America, no qual os espectadores escolhem uma de três idéias de reportagem para que o correspondente Steve Hartman a realize. Várias emissoras disponibilizam vídeos de notícias na internet e algumas oferecem conteúdo pago que pode ser baixado em celulares.
Outras abordagens mais radicais são testadas com o mesmo intuito - atrair a atenção dos jovens. A Gannett, maior rede de jornais dos Estados Unidos, publica tablóides dirigidos aos jovens em uma dúzia de mercados do país. A agência de notícias Associated Press lançou o "asap", um pacote de reportagens impressas e downloads de áudio dirigido ao público de 18 a 34 anos. Até agora, diz o editor do asap, Ted Anthony, 235 jornais assinaram o serviço.
"É uma resposta direta à tentativa do setor dos jornais de atrair esse público", afirma Anthony. "Buscamos uma maneira de levar os jovens de volta ao jornal ou fazê-los visitar pela primeira vez o website do jornal. Textos e fotos, que eram o modo padrão de se contar histórias, deixaram de ser necessariamente o melhor."
INFERIORES
Tudo isso está funcionando? Bem, quando duas dúzias de universitários foram entrevistados para esta reportagem, muitos disseram sentir-se tratados como inferiores pela grande mídia. "Para mim, é mais interessante entrar em fóruns (na internet) e ver o que outras pessoas estão dizendo sobre os eventos atuais do que ouvir durante dois minutos um noticiário que não é muito informativo", diz Taylor Wang, estudante de 23 anos da Universidade da Califórnia em Davis.
Avi Ehrlich, estudante de jornalismo na Universidade Estadual da Califórnia em Sacramento, foi mais direto: "Conseguimos exatamente o que queremos, quando queremos, em vez de deixar que alguém decida quais são nossas necessidades." Mas a mídia não está pronta para desistir dos jovens. Ela continua a se debater com os motivos pelos quais uma geração (alguns dizem duas) simplesmente não está "consumindo" notícias.
A frustração, no entanto, aparece. "Eles não dão a mínima", diz Michael Rosenblum, produtor de TV e professor da Universidade de Nova York, que em agosto ajudou a lançar o Current, canal a cabo digital promovido por Al Gore e dirigido aos jovens. "Eles são tão desconectados das notícias que não existe base intelectual na qual se apoiar. Tenho 350 alunos na Universidade de Nova York, uma boa escola. Eles são inteligentes. Mas não têm senso histórico ou do que é notícia. Há uma desconexão entre as realidades de suas vidas e o que as notícias apresentam."
Kevin Krim, diretor do blog Livejournal, diz que a fragmentação das fontes de informação dificulta ainda mais a conquista dos jovens. "Esses garotos são hiperconectados, com cinco janelas de mensagens instantâneas abertas ao mesmo tempo no computador, a TV ligada, um vídeo baixando no laptop e o livro da lição de casa aberto", afirma Krim. "Como competir com isso?"
Outro obstáculo, diz Jim Morris, produtor-executivo do Channel One (noticiário transmitido para escolas no país todo), é que os jovens não aprenderam a distinguir entre produtos noticiosos sérios e blogs de opinião, ou mesmo sites de fofocas. "A difícil tarefa da grande mídia é fazer com que as notícias sejam relevantes para eles", afirma Morris.
A convergência de "sistemas de distribuição de informação", dizem Morris e outros, pode ser a solução. "Os jovens estão menos interessados na 'notícia', mas continuam extremamente interessados na informação", diz Ellin O'Leary, diretora-executiva da Youth Radio, em Berkeley. "Eles crescem em meio a uma tremenda revolução da informação. Estão misturando mídias e formatos."
por Marcel Agarie * 8:31 AM
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ARTIGO: Um apelo por respeito e calma
Por Recep Tayyip Erdogan
José Luis Rodríguez Zapatero*
Com preocupação crescente, testemunhamos a escalada de tensões perturbadoras provocadas pela publicação, em jornais europeus, de caricaturas do profeta Maomé que os muçulmanos consideram profundamente ofensivas. Seremos todos perdedores se deixarmos de superar imediatamente essa situação, que só pode deixar um rastro de desconfiança e desentendimento entre ambos os lados. Portanto, é necessário fazer um apelo por respeito e calma e deixar falar a voz da razão.
No ano passado, quando nós, chefes de governo da Turquia e da Espanha, lideramos o lançamento dos trabalhos do Projeto da Aliança das Civilizações, agimos baseados numa firme crença: precisávamos de iniciativas e instrumentos para deter a espiral de ódio e confusão que, em si, constitui uma ameaça à paz e à segurança internacionais.
Os eventos infelizes que vemos agora só reafirmam nosso diagnóstico e nosso compromisso de buscar ainda mais apoio a essa causa.
Historicamente, a Espanha e a Turquia estiveram na encruzilhada entre o Oriente e o Ocidente. Por isso, somos bastante conscientes de que o modo como se conduz o contato entre diferentes culturas pode ser muito enriquecedor, mas também pode desencadear disputas destrutivas.
Num mundo globalizado, onde as relações e intercâmbios entre civilizações diferentes continuam a se multiplicar, e onde um incidente local pode ter repercussões planetárias, é vital cultivarmos os valores do respeito, da tolerância e da coexistência pacífica.
A liberdade de expressão é um dos pilares de nossos sistemas democráticos e não podemos jamais abandoná-la. Mas não existem direitos sem responsabilidade e respeito por sensibilidades diferentes. A publicação destas caricaturas pode ser perfeitamente legal, mas não é neutra e, portanto, deve ser rejeitada de um ponto de vista moral e político.
No fim, tudo isso se presta a incompreensões e deturpações de diferenças culturais que estão em perfeita harmonia com nossos valores compartilhados. Ignorar este fato normalmente abre caminho para a desconfiança, a alienação e o ódio, que podem resultar em conseqüências indesejáveis que todos temos de nos esforçar para evitar.
A única maneira de construirmos um sistema internacional mais justo é por meio do máximo respeito pelas crenças de ambos os lados. Estamos totalmente comprometidos com o respeito das normas da lei internacional e a defesa das organizações internacionais que a encarnam. Contudo, nem leis, nem instituições são suficientes para garantir a paz no mundo.
Precisamos cultivar a coexistência pacífica, só possível quando há interesse em compreender o ponto de vista do outro lado e respeito por aquilo que este considera mais sagrado. Estas são as premissas básicas e as principais metas da Aliança das Civilizações promovida pela Espanha e pela Turquia.
*Recep Tayyip Erdogan e José Luis Rodríguez Zapatero são os primeiros-ministros da Turquia e da Espanha
por Marcel Agarie * 9:02 AM
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O FILHO DA LULA

por Marcel Agarie * 2:20 AM
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LEMBRETE
Não confundir LIBERDADE DE EXPRESSÃO com FALTA DE RESPEITO.
Tem gente confundindo as bombas, ou melhor, as bolas.
por Marcel Agarie * 2:14 AM
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Jornalismo irresponsável
07 de Fevereiro de 2006 - EDITORIAL O ESTADO DE SÃO PAULO
A fúria desencadeada no mundo árabe-muçulmano pela charge publicada originalmente em setembro em um obscuro jornal dinamarquês e republicada na Noruega, em janeiro, é a resposta que se poderia esperar à monumental irresponsabilidade de quem autorizou a sua publicação. O desenho mostra um iracundo profeta Maomé com um turbante em forma de bomba, a que não falta nem o pavio. Para as multidões que tomaram as ruas no Oriente Médio, queimando embaixadas dinamarquesas e norueguesas, a charge é uma das piores agressões que se poderiam cometer contra a sua religião, que veda taxativamente a representação da efígie de Maomé. O tabu nasceu da sua condenação à idolatria.
Mas, ao acrescentar à caricatura do profeta o símbolo universal da violência indistinta, o desenhista e o seu jornal não se limitaram a escarnecer de um credo. A sua estereotipada mensagem é inequívoca: islamismo e terrorismo são uma coisa só, todo muçulmano é terrorista. A isso se chama islamofobia, uma expressão de hostilidade racial que, como todas as demais, deveria merecer o vivo repúdio do mundo civilizado. É verdade que, em razão do conflito israelense-palestino, a cultura popular nos países muçulmanos vem se encharcando de anti-semitismo. Isso, no entanto, não atenua a ofensa praticada por um órgão de imprensa de um país tido como um dos mais iluminados do mundo.
Pior foi a espantosa decisão de órgãos da imprensa do porte do alemão Die Welt e dos franceses Le Monde e France-Soir de republicar a charge inflamatória para se solidarizar com o Morgenavisen Jyllands-Posten (que por sinal se desculpou pela desfeita) e para afirmar o princípio da liberdade de imprensa - uma raridade nos países muçulmanos. O Ocidente não seria o que é, efetivamente, sem o direito à livre circulação de idéias, opiniões, informações e expressões artísticas. Mesmo esse pilar das sociedades democráticas, porém, não existe no vácuo. Nas palavras do jornal londrino The Guardian, "há limites e fronteiras - de gosto, leis, convenções, princípios ou juízos. Nada disso pode ser automaticamente desconsiderado invocando-se o valor maior. O direito de publicar não obriga a fazê-lo".
Os islâmicos podem ser criticados, como foram por um de seus mais importantes pensadores na Europa, Tariq Ramadan, em entrevista ao Global Viewpoint (transcrita no Estado), por "reagir com exageros a provocações". A onda de violência, estimulada ou aceita por mais de um governo, choca por seu primitivismo. Mas Ramadan também tem razão ao dizer: "Será que eu ando por aí insultando as pessoas porque tenho liberdade para isso? Não. Isso se chama responsabilidade cívica." O problema contém ainda uma dimensão mais profunda, relacionada com as características menos louváveis da cultura ocidental nos dias atuais, associada ao vale-tudo a que se entregaram a mass media e a indústria do entretenimento, degradando a liberdade em libertinagem e licenciosidade.
Curiosamente, veio do Brasil talvez a melhor síntese da crise da charge, tendo como pano de fundo a disseminação da baixaria, sob todas as formas, na chamada "civilização do espetáculo". Falando ao Estado, o xeque Jihad Hassan Hammadeh, radicado em São Paulo, tocou no nervo da questão. "O Ocidente perdeu o valor do sagrado", constatou. "Se os ocidentais não respeitam os seus valores, imagine os dos outros." De fato, a permissividade midiática e a aversão do jornalismo de tablóide a educar o público se entrelaçam para embotar a capacidade do homem comum ocidental de entender as diferenças culturais que se manifestam especialmente em relação ao "valor do sagrado" em outros ambientes.
Na sexta-feira, o dinamarquês Posten afirma que "subestimou o sentimento de muitos muçulmanos sobre seu profeta" e que, se soubesse das conseqüências, não teria publicado a charge revoltante. O argumento é pobre. Ela não deveria ter sido publicada, mesmo que não fosse previsível a reação que provocou. Primeiro, porque não cabe a um jornal criticar - muito menos escarnecer de - valores culturais com os quais não comunga. Segundo, porque a publicação embutiu a intenção de ofender toda uma parcela da humanidade que se identifica, acima das etnias que a compõem, com um credo religioso. À deliberada profanação de um valor alheio somou-se a estigmatização da cultura que o abriga - quando a islamofobia cresce a olhos vistos na Europa.
por Marcel Agarie * 2:07 AM
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AS MENTIRAS QUE OS HOMENS CONTAM
Acabo de assistir a peça teatral "as mentiras que os homens contam". Uma adaptação do livro de Luís Fernando Veríssimo.
Confesso que não ri nem metade do que eu ri quando li a obra de Veríssimo, que por sinal é ótima. A peça até que tem algumas cenas engraçadas, protagonizadas pelas improvisações de um dos atores, sósia do Nicolas Cage, que é um "figuraça". De resto, fica entre o regular e o bom.
Mas como aqui não é coluna cultural, fui a procura de mentiras do nosso dia-a-dia e não é que encontrei algumas que de tão mentirosas, a gente acaba até acreditando.
"não estou fazendo campanha"
Acho que a mentira mais verdadeira que andamos ouvindo é: "não estou fazendo campanha". As pessoas que estão dizendo essa frase devem estar pensando que não estão fazendo campanha contra o câncer de mama, dengue, por isso afirmam com tanta convicção. Só pode ser isso! É muita cara de pau.
"eu só tinha uma conta no exterior"
Outra frase que eu ouvi, vinda de um publicitário, foi: "eu só tinha uma conta no exterior".
Muito provalmente as outras contas estão no nome do irmão, da mulher, dos primos e de laranjas. Ou seja, ele não mentiu!
"Eu não financiei o caixa 2 em furnas"
É muita injustiça com este indivíduo. Assim já é demais! Tanta injustiça já está deixando o menino careca!
"vamos acabar com a poluição visual em São Paulo"
Ao mesmo tempo que retiram as propagandas da cidade para melhorar o ambiente urbano, colocam milhares de placas para promover as obras municipais na cidade. Propaganda da máquina pública pode, né?
"propomos uma trégua prolongada com Israel"
hahahhahahahuhuahuuahuuhahuuhahuau
por Marcel Agarie * 1:05 AM
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SEM BOM SENSO, NÃO HÁ LIBERDADE DE EXPRESSÃO
A charge de Maomé, figura máxima da religião islâmica está dando no que falar. Discipulos do deus oriental estão enfurecidos com as charges publicadas por jornais europeus, com Maomé simbolizando a atitude dos "terroristas" árabes, que levados pelo fanatismo, são capazes de entregarem suas vidas em nome do Islã. Mas há um detalhe: nem todos islâmicos concordam com ataques suicidas, terroristas, etc, etc...
Os jornais europeus alegam liberdade de expressão. No entanto, ao meu ver, os jornais faltaram com o respeito à religião islâmica. A liberdade é algo que conseguimos quando respeitamos o espaço que é dos outros, seja ele inimigo, vizinho, parente, amigo...
A partir do momento que existe respeito, você sabe até onde chegam os limites da sua liberdade.
A liberdade é muito subjetiva.
Vi alguns se justificando que é comum charges com outros tipos de deuses, Jesus Cristo por exemplo. Realmente é verdade, todos até riem quando olham a charge com o cristo pregado na cruz. Mas uma coisa é certa. Nem todo cristão ama realmente Cristo, motivo o qual ele ri ao ver uma charge de seu deus. Mas tenho certeza que todo islâmico, acredita e ama muito Maomé. São culturas diferentes e devem ser respeitadas.
Amanhã vou publicar uma charge com as mães destes cartunistas - que desenharam o Maomé - rodando a bolsinha na radial e vamos ver quais serão os comentários. Se eles disserem que é liberdade de expressão, vou dizer que são pessoas de critério. Mas se eu tomar um processo por danos morais, o que devo falar? Liberdade de expressão?
por Marcel Agarie * 10:26 PM
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Globo Online muda para destacar blogs
[01/02 - 17:03] Mais destaque e nova ferramenta de edição e publicação são novidades para os blogs
http://www.meioemensagem.com.br/mmonline/jsp/Navega.jsp?pIdConteudo=75631
O portal Globo Online realiza uma reforma gráfica e editorial nos 30 blogs de seus colunistas e colaboradores. A partir desta semana, os blogs passam a fazer parte de uma editoria própria, acessada através do menu principal, com chamadas para ampliar a exposição do conteúdo produzido pelos blogueiros. O objetivo do Globo Online é aumentar a importância dos blogs no contexto editorial do site.
Além disso, os blogs do Globo Online ganharam uma nova ferramenta de edição e publicação, que dá aos colunistas e colaboradores uma série de novos recursos. A partir de agora, os blogueiros poderão publicar vídeos e áudios dentro de seus textos e criar sub-páginas como, por exemplo, listas de músicas e filmes preferidos, cotações de produtos, guias diversificados etc. A participação dos leitores nos blogs também foi alterada, com melhorias na ferramenta de envio de comentários e uma nova ferramenta de localização de textos.
por Marcel Agarie * 11:59 PM
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