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APESAR DA MINHA AUSÊNCIA, JAMAIS DEIXEI DE FICAR "ANTENADO" NAS DISCUSSÕES QUE ESTÃO ACONTECENDO.
POR INDICAÇÃO DE MEU AMIGO BOBBY, LI UM ARTIGO DO JORNALISTA CARLOS ALBERTO DI FRANCO, PUBLICADO HOJE (30/01) NO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO.
A TODOS OS JORNALISTAS, VALE A REFLEXÃO DO NOSSO VERDADEIRO PAPEL NA SOCIEDADE, AINDA MAIS EM ANO DE ELEIÇÃO.
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Mais jornalismo e menos marketing
Por Carlos Alberto Di Franco
Campanhas milionárias, promessas surrealistas e imagens produzidas fazem parte do marketing de alguns políticos. Assiste-se, freqüentemente, a um show de efeitos especiais capazes de seduzir o grande público, mas, no fundo, vazio de conteúdo e carente de seriedade. O marketing, ferramenta importante para a transmissão da verdade, pode ser transformado em instrumento de mistificação. Estamos assistindo à morte da política e ao advento da era da inconsistência. Os programas eleitorais vendem uma bela embalagem, mas, de fato, são paupérrimos na discussão das idéias. Nós, jornalistas, somos (ou deveríamos ser) o contraponto a essa tendência. Cabe-nos a missão de rasgar a embalagem e desnudar os candidatos. Só nós, estou certo, podemos minorar os efeitos perniciosos de um espetáculo audiovisual que, certamente, não contribui para o fortalecimento de uma democracia verdadeira e amadurecida.
Por isso, uma cobertura de qualidade é, antes de mais nada, uma questão de foco. É preciso declarar guerra ao jornalismo declaratório e assumir, efetivamente, a agenda do cidadão. Não basta um painel dos candidatos, mas é preciso cobrir a fundo as questões que influenciam o dia-a-dia das pessoas. É importante fixar a atenção não nos marqueteiros e em suas estratégias de imagem, mas na consistência dos programas de governo.
O nosso papel é ouvir as pessoas, conhecer suas queixas, identificar suas carências e cobrar soluções dos candidatos. Não se pode permitir que as assessorias de comunicação dos políticos definam o que deve ou não ser coberto. O centro do debate tem de ser o cidadão, as políticas públicas, não mais o político, tampouco a própria imprensa. Na prática, não obstante a teoria da agenda-setting (Maxwell McCombs e Donald Shaw, formuladores da hipótese, afirmam que o debate público é determinado pelas pautas dos jornalistas), atribuir à imprensa uma influência decisiva na determinação da agenda do público, tal poder, de fato, passou a ser exercido pelos políticos. O jornalismo de registro, pobre e simplificador, repercute o Brasil oficial, mas oculta a verdadeira dimensão do País real. Precisamos fugir do espetáculo e fazer a opção pela informação. Só assim, com equilíbrio e didatismo, conseguiremos separar a notícia do lixo declaratório.
Outros desvios éticos podem comprometer a qualidade da cobertura eleitoral. Sobressai, entre eles, o perigoso jornalismo de dossiê. Os riscos de instrumentalização da imprensa são evidentes. Os protagonistas do teatro político não medirão esforços para fazer com que a mídia, à sua revelia, destile veneno nos seus adversários. Por isso, é preciso revalorizar, e muito, as clássicas perguntas que devem ser feitas a qualquer repórter que cumpre uma pauta investigativa: checou? Tem provas? A quem interessa essa informação? Trata-se de eficiente terapia no combate ao vírus da leviandade.
O esforço de isenção, no entanto, não se confunde com a omissão. O leitor espera uma imprensa combativa, disposta a exercer o seu intransferível dever de denúncia. A sociedade quer um quadro claro, talvez um bom infográfico, que lhe permita formar um perfil dos candidatos: seus antecedentes, sua evolução patrimonial, seu desempenho em cargos atuais e anteriores, etc. Impõe-se, também, um bom levantamento das promessas de campanha. É preciso mostrar os eventuais descompassos entre o discurso e a realidade. Trata-se, no fundo, de levar adiante um bom jornalismo de serviço.
Os políticos, pródigos em soluções de palanque, não costumam perder o sono com o rotineiro descumprimento da palavra empenhada. Afinal, para muitos deles, infelizmente, a política é a arte do engodo. Além disso, contam com a amnésia coletiva. O jornalismo de qualidade deve assumir o papel de memória da cidadania. Precisamos falar do futuro, dos projetos e dos planos de governo. Mas precisamos também falar do passado, das coerências e das ambigüidades.
Armação da imprensa. Distorção da mídia. Patrulhamento de jornalista. Quantas vezes, caro leitor, você registrou essas reações nas páginas dos jornais? Inúmeras, estou certo. Recentemente, um inconformado político se referiu à imprensa que desencadeia a pressão popular contra homens públicos aéticos, comparando-a, com cinismo, à "ditadura militar". Tais declarações, marca registrada de políticos apanhados com a boca na botija, não nos devem preocupar. Afinal, todos, independentemente do seu colorido ideológico, procuram o bode expiatório para justificar seus deslizes. A culpa é da imprensa! O grito é uma manifestação de desprezo pela verdade.
Personalidades públicas, inúmeras, têm procurado usar a mídia. Afirmam e depois, cinicamente, desmentem o que afirmaram. Nós não podemos ficar reféns desse jogo. Os meios de comunicação existem para incomodar. Um jornalismo cor-de-rosa é socialmente irrelevante. A imprensa, sem precipitação e injustos prejulgamentos, tem o dever de desempenhar importante papel na recuperação da ética na vida pública. Nosso compromisso não é com as celebridades, mas com a verdade, com a informação bem apurada e com os leitores. E nada mais.
O Brasil está passando por uma profunda mudança cultural. A corrupção, infelizmente, sempre existirá. Mas uma coisa é a miséria do homem; outra, totalmente diferente, é a indústria da corrupção que está aí. Esta, sem dúvida, deve e pode ser combatida com os instrumentos de uma sociedade civilizada. Transparência nos negócios públicos, ética e competência são as principais demandas da sociedade. Memória e voto consciente compõem a melhor receita para satisfazê-las.
por Marcel Agarie * 10:33 AM
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ENFIM, 2006.
Gostaria de desejar um ano de 2006 promissor aos leitores, amigos e internautas que caem aqui pelo Google, Yahoo e outros sites de busca, e aproveitar e fazer as minhas previsões para 2006. Vendo estes "videntes" nos programas de auditório que temos nos canais abertos (não vou citar, você sabe quais são) fazendo previsões para este ano que acaba de entrar, percebi que tenho também este talento sobrenatural e resolvi arriscar alguns palpites. Vamos ver se até o final do ano eu acerto pelo menos um.
- Lula assumirá entre janeiro a setembro de 2006 a sua candidatura para presidente nas eleições deste ano.
- José Serra deixa a prefeitura de São Paulo para se candidatar a presidente do Brasil. Há também uma grande possibilidade dele continuar como prefeito e Geraldo Alckmin ser o candidato do PSDB para presidente.
- Waldemar da Costa Neto se candidata a deputado federal e é eleito.
- As CPI´s descobrirão que não descobriram nada e os deputados e senadores envolvidos as deixarão de lado. Depois de ganharem uma boa grana com a convocação extraordinária sem trabalhar, a meta é a manutenção do cargo por mais 4 anos, mamando na teta do governo.
- Grande possibilidade de a seleção brasileira ser campeã da Copa do Mundo. Vejo chances também para a Alemanha, Inglaterra, Argentina e Holanda.
- Felipe Massa estréia na Ferrari e por motivos desconhecidos o seu carro apresentará desempenho inferior em relação ao do seu companheiro de equipe. Já Rubens Barrichello será ovacionado em Interlagos, chegando em 9º lugar após cruzar a linha de chegada empurrando o seu carro sem gasolina.
- O time que será campeão paulista de futebol tem a vogal "a" no nome e tem a sede na capital. Há uma possibilidade da sede da equipe campeã ser na baixada santista, e caso se concretize esta possibilidade, verão que esta equipe também possui a vogal "a" no nome.
UM FELIZ 2006 A TODOS!
por Marcel Agarie * 6:00 PM
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