

00119
O FILHO DA LULA EM: Quero a minha arma.

por Marcel Agarie * 1:09 AM
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00118

por Marcel Agarie * 2:24 AM
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00117
COW PARADE IN ZONA LESTE
Diversas vacas espalhadas pela cidade chamaram a atenção dos paulistanos. Mas o que mais me chamou a atenção foram os locais onde elas foram instaladas. Apenas áreas nobres da Zona Sul, Oeste e Central. (ver mapa http://saopaulopt.cowparade.com/map.pdf)
Por que não colocar na periferia da Zona Leste? Seria interessante ver a população desta região interagindo com elas. Afinal, a arte não é uma forma de expressão universal? Ou existe classe social para apreciá-la?
Andando por uma rua próxima a estação de metrô Guilhermina Esperança, avistei uma vaca. Não era parte do projeto Cow Parade, mas pelo fato da Zona Leste ter sido discriminada, valorizei a sua presença e considerei-a a vaca mais interessante da cidade.
Abaixo segue o meu registro:

por Marcel Agarie * 2:00 AM
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00116
AULA DE GENTILEZA
Ontem participei de uma aula de gentileza.
Indo para faculdade, debaixo de uma forte chuva, um senhor ofereceu-me uma carona em seu guarda-chuva. Detalhe: eu nunca tinha visto ele. Não o conhecia, nem sei de onde apareceu.
Agradeci pela carona e disse:
- O Brasil seria melhor com pessoas como o senhor.
por Marcel Agarie * 4:59 PM
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00115
E AS FILAS CONTINUAM
Por incrível que pareça, depois da lei que exige que os bancos atendam seus clientes em menos de 15 minutos, sempre fui atendido dentro do prazo. O máximo que fiquei foram 13 minutos.
Mas, o que me entristece, é ver que as pessoas nem estão se importando em pedir a senha antes de entrar na fila. Do jeito que a coisa anda (bem mais devagar que qualquer fila), logo esta lei cai em desuso.
O pior que estes que não exigem seus direitos, serão os primeiros a reclamar no futuro do péssimo atendimento das instituições financeiras. Aí, meu amigo, minha amiga. Já será tarde demais.
Aguardem o mês de janeiro de 2006 e ouçam, leiam e assistam o lucro líquido destas instituições em 2005.
por Marcel Agarie * 4:53 PM
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00114
DEPOIS DA VITÓRIA DO NÃO
Agora posso dormir tranquilo. Com a vitória do NÃO no referendo os bandidos não vão mais invadir as casas, afinal, posso ter uma arma.
Esse referendo foi uma ameba. A publicidade foi terrorista, de ambos os lados. Só se gastou dinheiro.
Milhões que poderiam ser investido, por exemplo, em segurança pública.
Lamentável.
Para mudarmos, precisamos buscar a união do povo contra os governantes. São eles que precisamos "desarmar".
por Marcel Agarie * 4:45 PM
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00113
E AE PALHAÇO!
Delúbio Soares comemorou o seu 50º aniversário chamando-nos de palhaço!
Perguntado a respeito das denúncias que atingiram ele e o PT, ele respondeu:
"serão esclarecidas, esquecidas e acabarão virando piada de salão"
Então? Chamou ou não chamou de palhaço?
por Marcel Agarie * 6:42 PM
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00112
"QUEM TEM, TEM MEDO"
Acusados de participarem do esquema do MENSALÃO, renunciaram, fugiram do processo de cassação e se depender da gente, não voltam na próxima eleição. De olho neles!
José Borba
Aniversário: 14 / 7 - Profissão: Pecuarista e Comerciante
Partido/UF: PMDB - PR - Titular
Legislaturas: 95/99 99/03 03/07
Paulo Rocha
Aniversário: 1 / 4 - Profissão: Técnico em Artes Gráficas
Partido/UF: PT - PA - Titular
Legislaturas: 91/95 95/99 99/03 03/07
CARLOS ALBERTO RODRIGUES PINTO
Aniversário: 4 / 10 - Profissão: Radialista e Pastor Evangélico
Partido/UF: PL - RJ - Titular
Legislaturas: 99/03 03/07
VALDEMAR COSTA NETO
Aniversário: 11 / 8 - Profissão: Administrador de Empresas
Partido/UF: PL - SP - Titular
Legislaturas: 91/95 95/99 99/03 03/07
por Marcel Agarie * 6:20 PM
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00111
"PRECAUÇÕES CONTRA A FEBRE AFTOSA"
Para evitar que a febre aftosa se espalhe pelo país e prejudique de vez as nossas exportações de carne, sugiro que o governo paulistano retire rapidamente as VACAS espalhadas pela cidade.
Alguns amigos já me disseram que viram algumas VACAS dançando funk nas esquinas da Faria Lima.
Temos que tomar cuidado...
por Marcel Agarie * 6:06 PM
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00111
"ZONA LESTE E METRO BRÁS, TUDO A VER"
A vida do cidadão que mora na Zona Leste (ZL) em São Paulo não é nada fácil.
Praticamente todas as manhãs, você acorda cedo - bem cedo - e segue para o trabalho. 99,9% dos moradores da ZL trabalham no centro. Se não possuir um carro e não tiver paciência para ir de ônibus, com certeza você irá de Metrô.
O Metrô, por incrível que pareça, ainda é o melhor meio de transporte de São Paulo. Rápido e ágil, ele só costuma andar devagar justamente no dia que você acordou atrasado. Consequentemente as plataformas enchem, os passageiros viram sardinhas e recordes de quantidade de pessoas por metro quadrado são quebrados. Uma hora depois, todo amassado, camisa para fora da calça, sapato todo pisado, você chega no escritório.
O pior ainda está por vir.
Três horas depois de sair de casa, você chega atrasado no trabalho e todos já estão embalados nos computadores. Você, puto, com cara de tacho, sem saber onde enfia a cara, ainda precisa aguentar o amigo que não perde a piada e diz: Boa-tarde!
Nesta momento você já quer matar qualquer um. No entanto, o chefe olha para você, finge-se preocupado e inicia um diálogo:
- O que houve? Por que chegou atrasado? - pergunta o chefe que mora do lado do escritório e foi trabalhar em um carro importado, com um som que parece um painel de avião, ar condicionado e DVD.
- O Metrô teve problemas. - você responde sabendo que ele não irá acreditar.
- Da próxima vez acorde mais cedo. - ele diz e você ainda precisa ouvir calado.
Mal sabe ele os problemas que você enfrentou no Metrô.
Pensando nestes cidadãos da ZL, eu fiz um video demonstrando o sofrimento dessa gente dentro do metrô. O video, de poucos segundos, mostra o momento da chegada do metrô na estação Brás. Perceba que o metro já está lotado, mas mesmo assim, muitas pessoas ainda entram no vagão se espremendo um em cima do outro.
Se você mora da ZL e sabe do que estou falando, aproveite para salvar o video e encaminhar para o seu chefe. Quem sabe ele não vai entender um pouquinho você.
CLIQUE AQUI E ASSISTA O VIDEO
por Marcel Agarie * 2:48 AM
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00110
SUGESTÃO PARA OS PRÓXIMOS REFERENDOS
A) Você é a favor da proibição da venda de pizzas no Distrito Federal?
B) Você é a favor que a seleção brasileira jogue com Robinho?
C) Você é a favor de novos referendos no Brasil?
D) Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?
por Marcel Agarie * 1:00 AM
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00109
É FUNÇÃO DE DEPUTADO INVESTIGAR?
A cada escândalo que surge, aparece novos rumores que uma CPI será instalada. Escândalo dos bingos, mensalão, correios e agora do apito. Caros senhores, quem tem o dever de investigar estes escândalos?
Não vejo nenhum motivo para um deputado federal, que recebe muito bem, fique com este papel. Em nosso sistema já temos Ministério Público, Policia Federal, Civil, Exército, etc... Dentro destas instituições já temos pessoas especializadas para isso. Sem contar as empresas de auditoria, que também realizam este tipo de serviço.
A CPI não serve para nada. De todos os investigados, apenas um foi cassado (também, né? Réu confesso!). Dirceu já está saindo pela tangente e outros que corriam riscos renunciaram. Lamentavelmente, exceto o "Jef", voltarão na próxima eleição. Não duvidem disso.
A função do deputado é legislar, elaborar leis que sirvam para melhorar a nossa sociedade. Desde criança, na escola, aprendi que o legislativo elabora as leis, mas pouco disso tenho visto ultimamente.
Se estas investigações servissem para alguma coisa, poderia até apoiar, mas...
por Marcel Agarie * 12:54 AM
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00108
diga "NÃO" ao referendo
Todos os dias somos bombardeados com propagandas sobre o referendo do próximo dia 23 de outubro. Uma briga política de partidos SIM ou NÃO.
Muito tem se discutido sobre este tema. As principais revistas semanais dando as suas opiniões, outras expondo bons e maus motivos em caso do desarmamento, mas nenhuma deixa claro o verdadeiro problema, onde nós seremos novamente os "fantoches" manipulados do governo.
Não vejo benefícios alarmantes em nenhum dos dois casos. O que eu enxergo é uma saída para que o governo JUSTIFIQUE a sua má administração na área de segurança (isso já vem de outros carnavais) com este referendo.
Se o SIM vencer e houver o desarmamento, haverá 2 situações:
a) Se as mortes por arma de fogo caírem, será uma estatística ótima para o povo e maravilhosa para o governo;
b) Mas, se por outro lado, aumentarem o número de assaltos, invasões domiciliares, o que vamos ouvir do governo? Vocês escolheram isso.
Se o NÃO vencer e NÃO houver o desarmamento, haverá novamente 2 situações:
a) Se reduzirem os assaltos, será uma estatística ótima para o povo e maravilhosa para o governo;
b) Mas, se por outro lado, aumentarem o número de homicídios causados por cidadãos de bem, com arma registrada, o que vamos ouvir do governo? Vocês escolheram isso.
Ou seja, independente da resposta, se der certo o governo leva o mérito. Se der errado, NÓS seremos os culpados.
Decisões como essas não podem ser decididas em 3 meses. Tampouco cabe a nós, sem algum CONHECIMENTO TÉCNICO sobre armas, treinamento e ações psicológicas que uma arma gera no ser humano (relação de poder) decidirmos se isto é bom ou ruim.
Vocês acreditam que temos cidadãos capacitados para tomar uma decisão consciente sobre este caso? Ou vocês acreditam que temos publicitários capacitados para manipular um povo que tampouco sabe porque está votando no SIM ou NÃO? Pensem nisso.
Não estou me isentando ou me posicionando em cima do muro. Apenas estou apontando a realidade do nosso país. O nosso dever diante de tanta violência é exigir ações de segurança por parte do ESTADO que justifiquem os altos impostos que pagamos ao tesouro nacional. Este sim é o nosso dever.
No dia 23 de outubro estarei em Santos votando "NÃO" ao referendo.
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O BLOG http://acorda-brasil.zip.net/index.html COMPARTILHA DO MESMO PENSAMENTO. SEGUE ABAIXO OS SEUS ARGUMENTOS:
+ 7 razões para não participar da farsa do referendo
1) A multa pelo não comparecimento é de apenas R$ 3,00.
2) Não comparecer é um ato de resistência pacífica, a única forma possível de participação política decente no Brasil de hoje.
3) Seria bom sentir que somos capazes de agir como um seres humanos livres e racionais e não como um pacato rebanho tocado por congressistas safados e por agências de publicidade que não conhecem a significado da palavra ética.
4) O recado seria claro: Não somos idiotas, sabemos que permitir ou não a venda legal de armas não melhora nem piora o absurdo nível de violência em que vivemos. Muito menos garante nosso direito à auto-defesa. Exigimos nosso direito à SEGURANÇA, à EDUCAÇÃO, à SAÚDE, ao RESPEITO AO DINHEIRO PÚBLICO!
5) Esse tipo de participação não nos interessa. Queremos ter o direito de propor nossos próprios temas para consulta popular, como a forma de punir políticos corruptos, por exemplo. De preferência junto com as eleições normais, para não desperdiçar ainda mais nosso sagrado e precioso dinheiro público.
6) Pela primeira vez em décadas ou séculos, o povo brasileiro daria uma demonstração de que é capaz de manifestar-se de maneira independente e coletiva. Se bem sucedida, essa manifestação abriria as portas para possibilidades inteiramente novas em nossa vida política.
7) A alternativa seria nos submeter mais uma vez ao papel de palhaços e assim fortalecer ainda mais a audácia dos donos do poder nesse país.
por Marcel Agarie * 1:50 AM
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00107
100 FILAS NO BANCO
Pela primeira vez estive no banco depois que acabou o prazo para que todas as instituições se adequassem a lei Nº 13.948, que obriga os bancos atenderem seus clientes no prazo máximo de quinze minutos.
Fui até a agência do banco Bradesco da Praça Panamericana e logo que entrei, antes de me informar, procurei onde estavam distribuindo as senhas com a hora da minha entrada na fila. Uma análise detalhada da agência e nada vi que se parecesse com uma senha.
Como cliente do banco, procurei um atendente para me informar. Encontrei uma garota educada que me atendeu:
- Boa-tarde!
- Boa-tarde! Onde retiro a senha com a hora que vou entrar na fila? - perguntei.
- Veja bem senhor. Esta senha o senhor não é obrigado a pegar. - ela respondeu, tentando me despistar.
- Mas eu gostaria de pegar. - respondi friamente.
Já percebi que eles não tinham nenhuma intenção de colaborar. No entanto, com a minha insistência, ela me levou até um sofisticado computador, cara de moderninho, parecido com aqueles de informações instalados em shoppings. Cliquei na tela e lá estava ela: a minha senha. Na impressão a hora marcada era 14:58h. No meu relógio,15h.
Antes de entrar na fila, ironizei:
- Bonito o computador! Pena que está escondido.
Sentia-me orgulhoso cumprindo com o meu dever de cidadão. Queria até ficar 20 minutos na fila. Nunca desejei ficar parado para cumprir com o segundo passo, que seria informar a subprefeitura da região sobre o atendimento fora do prazo.
Mas não foi desta vez que precisei denunciá-los. Atenderam-me em 11 minutos. Sinal que a lei estava surtindo algum efeito, pois é comum ficar na fila deste Bradesco muito mais que quinze minutos. Outra observação que fiz foi a quantidade de caixas trabalhando. Era nítido a preocupação que eles tinha com esta nova lei.
Por outro lado, entristeceu-me presenciar durante estes 11 minutos apenas um rapaz (que não era latino-americano), cabeludo, jeito de John Lennon, retirando a senha no computador "moderninho". Outras 8 ou 9 pessoas entraram na fila e nem cogitaram uma ação por um atendimento melhor.
Antes de eu ser atendido, o rapaz percebeu que eu também estava com a senha e trocamos algumas palavras. Algo como "temos que exigir nossos direitos" e "é um pena que ninguém se importe com isso".
Aquele que ler este "post", faça como o rapaz, com cabelo de Lennon, e exija a sua senha. Não custa nada. Quando houver um custo, ele será todo do banco, já que a multa para as instituições que descumprirem a lei será de R$ 564,00. Este valor é dobrado em casos de reincidência.
por Marcel Agarie * 1:03 AM
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00106
DÚVIDAS DO REFERENDO DO DESARMAMENTO
Se for aprovado a proibição do uso de armas "de fogo", poderei andar com meu canivete depois de tomar uma pinguinha no bar?
por Marcel Agarie * 12:26 AM
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00105
FIM DA FILA!!
Com a nova lei promulgada pelo prefeito José Serra os cidadãos terão o direito de permanecer nas filas bancárias por um tempo máximo, deterrminado pela lei. Estabelecimentos bancários e empresas de crédito estão obrigadas a distribuirem um registro com o horário da entrada do cliente na fila, que deve ser atendido nos seguintes prazos:
I - 15 (quinze) minutos em dias normais;
II - 25 (vinte e cinco) minutos às vésperas e após os feriados prolongados;
III - 30 (trinta) minutos nos dias de pagamento dos funcionários públicos municipais, estaduais e federais, não podendo ultrapassar esse prazo, em hipótese alguma.
É importante que todo o cliente, no seu papel de CIDADÃO, exija o seu DIREITO e peça o registro da hora que ingressar na fila. Caso não seja atendido dentro do tempo (conforme situações citadas), informar à sub-prefeitura para que o estabelecimento seja multado. A multa será R$564,00 (quinhentos e sessenta e quatro reais), dobrado em caso de reincidência.
Vamos fazer com que estas empresas justifiquem os lucros que tiveram (exemplos: Bradesco/2004 - Lucro líquido recorde de R$ 3,06 bilhões e Itau/2004 Lucro líquido de R$ 3,78 bilhões) com no mínimo um bom atendimento aos clientes!
Para que esta lei de certo, só depende de nós!
ABAIXO, A LEI 13.948 na íntegra:
LEI Nº 13.948, DE 20 DE JANEIRO DE 2005
DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DAS AGÊNCIAS BANCÁRIAS E DEMAIS ESTABELECIMENTOS DE CRÉDITO DE COLOCAR À DISPOSIÇÃO DOS USUÁRIOS PESSOAL SUFICIENTE NO SETOR DE CAIXAS, PARA DAR ATENDIMENTO DIGNO E PROFISSIONAL A SEUS CLIENTES.
(Projeto de Lei nº 311/99, do Vereador Rubens Calvo - PT)
JOSÉ SERRA, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 23 de dezembro de 2004, decretou e eu promulgo a seguinte lei:
Art. 1º Ficam as agências bancárias e demais estabelecimentos de crédito do Município de São Paulo obrigados a colocar à disposição dos usuários pessoal suficiente no setor de caixas, para que o atendimento seja feito em prazo hábil, respeitada a dignidade e o tempo do usuário.
Art. 2º Para os efeitos desta lei, entende-se como tempo hábil para o atendimento o prazo de até:
I - 15 (quinze) minutos em dias normais;
II - 25 (vinte e cinco) minutos às vésperas e após os feriados prolongados;
III - 30 (trinta) minutos nos dias de pagamento dos funcionários públicos municipais, estaduais e federais, não podendo ultrapassar esse prazo, em hipótese alguma.
Parágrafo único. Os prazos estabelecidos neste artigo também se aplicam nos casos de atendimento de que trata a Lei nº 11.248, de 1º de outubro de 1992, modificada pela Lei nº 13.036, de 18 de julho de 2000.
Art. 3º As agências bancárias e demais estabelecimentos de crédito têm o prazo de 120 (cento e vinte) dias para dar cumprimento ao disposto nesta lei, ou seja, para instalar relógio de ponto em suas dependências, para uso de seus clientes, registrando a hora de entrada do contribuinte e seu tempo de permanência nas filas.
Art. 4º O descumprimento das disposições contidas nesta lei acarretará ao infrator a imposição de multa no valor de R$564,00 (quinhentos e sessenta e quatro reais), dobrado em caso de reincidência.
Parágrafo único. O valor da multa de que trata este artigo será atualizado, anualmente, pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, acumulada no exercício anterior, sendo que, no caso de extinção desse índice, será adotado outro índice criado por legislação federal e que reflita a perda do poder aquisitivo da moeda.
Art. 5º As denúncias dos usuários, devidamente comprovadas, serão comunicadas aos órgãos competentes.
Art. 6º As despesas decorrentes da execução desta lei serão suportadas por dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 7º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 20 de janeiro de 2005, 451º da fundação de São Paulo.
JOSÉ SERRA, PREFEITO
LUIZ ANTÔNIO GUIMARÃES MARREY, Secretário Municipal dos Negócios Jurídicos
MAURO RICARDO MACHADO COSTA, Secretário Municipal de Finanças
WALTER MEYER FELDMAN, Secretário Municipal de Coordenação das Subprefeituras
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 20 de janeiro de 2005.
ALOYSIO NUNES FERREIRA FILHO, Secretário do Governo Municipal
DATA DE PUBLICAÇÃO: 21/01/2005
por Marcel Agarie * 9:46 PM
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00104
A perua laranja da Telesp
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Outro dia, passeando pela calçada da rua onde moro, vi um garoto que estava brigando com sua mãe porque ela não o deixava brincar com um carrinho novo que havia ganhado - acho que de natal -, pois sua mãe tinha medo que os seus amiguinhos quisessem brincar e sem querer acabassem quebrando. Vendo isso, me fez lembrar, ou melhor, me fez perceber que eu ainda não havia esquecido de um pequeno trauma de minha vida, a perua laranja da Telesp.
Perua para alguns, kombi para outros. Isso não importa. O que importa é esta história que irei contar sobre a minha infância, que graças ao bondoso Deus foi maravilhosa e feliz por eu ter diversos tipos de brinquedos. Disso eu não posso reclamar, pois todos brinquedos novos que eram lançados, os meus pais compravam para mim e além do mais, fui filho único até os meus sete anos - hoje tenho dois irmãos, que apesar de serem um saco, eu gosto muito deles - o que me privilegiou, pois os meus irmãos (a diferença de idade entre os dois é de 2 anos) não tiveram esta minha sorte. Talvez a sorte de meus irmãos foi eu ter nascido primeiro, por isso tive que passar por todas as experiências - boas e ruins, e hoje eu já os alerto, antes que algo constrangedor possa acontecer.
Uma das minhas experiências que pude passar aos meus irmãos, é sobre aqueles dias em que a professora deixa você levar algum tipo de brinquedo (carrinho, bola, robozinho...) para brincar com seus amigos na escola. Sempre que este dia acontecer, deixe o seu filho levar o melhor brinquedo que tiver, para não passar pelo o que eu passei. Como eu mesmo disse, tive muitos brinquedos bons, mas minha mãe, assim como a mãe do garoto que vi na rua, não deixava levar os brinquedos novos para brincar com meus coleguinhas da escola, pois ela sabia que eu sempre emprestava os brinquedos para os outros, e sem querer alguém poderia acabar quebrando.
Sei que ela nunca fez isso por mal, mas certa vez eu ia levar um carrinho de fricção, um dos últimos modelos lançados da Super Máquina (o carrinho era uma réplica do carro do seriado "A Super Máquina"), mas minha mãe vetou a minha idéia, me proibindo de levar aquele carrinho, que era o sonho de consumo de qualquer criança. Para que não ficasse sem levar nada, ela foi até a feira livre próxima de casa e me comprou uma perua da Telesp, daquelas toda laranja (era a cor dos veículos da Telesp na época), com as rodas que nem rodavam e com uns adesivos na frente, dos operários dirigindo a perua. Em cima tinha uma caixa de ferramentas imaginária, com um martelo, uma chave inglesa e uma chave de boca, além de duas escadinhas de plástico para completar. Este era o brinquedo que eu poderia levar para escola.
Minha mãe dizia que ninguém iria levar brinquedos bons para brincar na escola e por isso eu não deveria me preocupar com a situação. Acho que essa foi a única vez que minha mãe não teve razão, pois cheguei na escola e vi todos os meus amigos com diversos tipos de carrinhos, uns de controle remoto, outros de fricção iguais aos que eu tinha, e eu com a minha perua laranja da Telesp. Confesso que na hora fiquei até um pouco envergonhado, mas depois passou.
Todas as crianças começaram a brincar no pátio da escola, e como é mania entre meninos, tiveram a brilhante idéia - ou infeliz - de tirarem uma corrida entre os carrinhos. Fizemos os preparativos e colocamos todos os carrinhos emparelhados, eles com seus carrinhos todos a fricção e eu com a minha perua da Telesp movido a impulsão. Impulsão é igual a jogar o carrinho com as mãos para frente e seja o que Deus quiser.
Todos em seus postos e, já !!! Como todos os carrinhos eram a fricção, saíram em uma velocidade espetacular e como o meu era a base de impulsão, tive que dar um impulso, acho que foi de uns 400 cavalos, para que a minha peruinha laranja da Telesp não perdesse o páreo. Mas como ela era leve e de plástico, além de possuir rodinhas - que não rodavam - ligadas por uma pequena haste de ferro, acabou não suportando ao meu potente impulso, capotando por várias vezes e despertando gargalhadas de meus amigos.
Para tentar amenizar um pouco a situação, minha professora sugeriu para que todos trocassem os seus brinquedos entre si. Sei também da boa intenção que ela teve no momento, mas isso acabou me traumatizando ainda mais, pois ninguém quis trocar de brinquedo comigo e acabei até o final do dia com a minha perua laranja da Telesp.
Por isso, sempre que seus filhos, irmãos, ou qualquer criança ganhar algum brinquedo bom, deixe-a se divertir. Não é tirando o brinquedo que vai fazer com que ela aprenda a ter cuidado ou a dar valor a suas coisas. O cuidado nós temos quando temos amor e é impossível temos amor por alguma coisa, sem que tenhamos algum tipo de contato. A prova maior, foi este contato que tive com a perua da Telesp, onde acabei criando um grande amor por aquela peruinha de cor laranja, com alguns pequenos detalhes em azul, e durante uns 10 anos guardei aquela perua laranja da Telesp como lembrança, um troféu, até o dia em que ela se foi e ficou somente nas fotos que tirei e nas lembranças de minha memória.
por Marcel Agarie * 1:08 AM
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000103
Jornal manda leitor "sifu"
Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=348FDS002
Por Sandro Fuzatto
Imagine a cena: 10 de setembro, sábado. Você acorda um pouco mais tarde, vai à sua banca de jornais preferida, compra seu diário informativo e volta para casa para lê-lo. Na sala, começa a passear os olhos e lê uma notícia e outra. Chega ao caderno de cultura (Caderno 2 - no caso, do jornal A Gazeta, do Espírito Santo) e encontra uma notícia sobre um exilado político da China que, agora, entre outras atividades, acabou de escrever um livro, que tem sido sucesso mundial.
Em meio à diagramação da página você encontra uns caracteres chineses. Bom, já é estranho o fato de um jornal escrito em português ter uma frase, destacada no meio da página, escrita em chinês. Mais estranho ainda é quando você gira a página do jornal em 90 graus no sentido anti-horário. A suposta frase em chinês é, na verdade, uma frase em português, escrita de maneira estilizada, passando-se por um texto em chinês. Ah, já ia me esquecendo de dizer, quando você gira a página do jornal, você pode ler, com todas as letras, a frase: "Vá se fuder!".
Apenas um engano
Curioso como todo jornalista, procurei logo me informar sobre o que acontecera. Primeiro, li toda a matéria, atenciosamente, para saber se o tal escritor chinês não estava fazendo algum tipo de publicação com mensagens subliminares ou algo parecido. Li tudo, não havia nada na matéria em relação ao simpático recado da "escrita chinesa". Liguei para a redação do jornal, falei com alguns jornalistas. Explicação: sobrou espaço na página, para ilustrar e compor a diagramação, procuraram na internet um símbolo, uma frase, qualquer coisa que lembrasse a China ou o chinês. Encontraram essa imagem, acharam-na bonitinha e publicaram.
Que lástima!
Acho que desse episódio fica uma lição e um ponto para reflexão.
A lição é simples: não se deve publicar em páginas de jornal, revista, livro ou seja lá o que for algo que não se compreenda. Corre-se o risco de fazer uma grande bobagem. Como o ocorrido neste caso.
O ponto de reflexão merece um pouco mais de explicação. É claro que o ocorrido no jornal A Gazeta, do Espírito Santo, foi apenas um engano. Certamente, ninguém em sã consciência colocaria algo semelhante nas páginas de um jornal diário.
Sem repercussão
Contudo, esta falha pode ter deixado transparecer o que seria um sentimento contido, reprimido, em algumas das redações capixabas, tamanho o descaso com que alguns temas, importantes para a sociedade, são cobertos por setores da mídia local.
Exemplo disso foi a denúncia feita em cadeia de TV estadual pelo ex-governador Max Mauro, afirmando que o "crime organizado está infiltrado no governo estadual", que "os deputados corruptos que apoiavam o antigo presidente da Assembléia Legislativa (José Carlos Gratz, preso por corrupção) hoje são a base de apoio do governo do estado no Poder Legislativo" e lembrando, mais uma vez, que uma denúncia envolvendo o nome do governador no assassinato de juiz Alexandre Martins sequer foi apurada pela Justiça capixaba.
No dia seguinte, nenhuma das denúncias feitas pelo ex-governador teve repercussão na mídia. As matérias publicadas davam tônica simplesmente político-eleitoral à fala de Max Mauro. Algo como: "PDT usa horário político para atacar Hartung", sem destaque para as denúncias.
Página do jornal virada. Assim dá para ver nitidamente o que
estava realmente escrito no jornal A Gazeta de 10 de setembro de 2005.
Mensagem subliminar?
Mas esse não é o único exemplo de que parte da imprensa capixaba "está pouco se lixando" para seus leitores. Recentemente, Zé Coimbra, irmão do vice-governador, Lelo Coimbra, que é presidente da Câmara Municipal de Vitória, teve prisão decretada por suspeita de envolvimento em assassinato.
Não havia como se calar diante da notícia, mas os jornais capixabas relataram o básico, sem mencionar as ligações entre os fatos, a importância que tal assassinato teria ou teve sobre a carreira política de Zé Coimbra e de outros políticos capixabas, a influência que o testemunho da vítima teria em outras investigações envolvendo o nome de políticos capixabas - nada disso, ou quase nada, teve destaque na mídia.
Cadeias superlotadas, falta de condições de trabalho para policiais, médicos e professores, nada é veiculado nos jornais; quando o é, não ganha o destaque merecido. O que fica muito claro é que denúncias contra o governo do estado ou qualquer notícia que abale a imagem do governo dificilmente são veiculadas na mídia capixaba.
É verdade que a "escrita chinesa" publicada no jornal A Gazeta foi um engano. Mas, diante destas observações, há supersticiosos que, à boca miúda, já estão dizendo que a imagem continha uma mensagem subliminar aos leitores. Será?
por Marcel Agarie * 12:42 AM
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