

PAUTA - BOVESPA
DATA: 10-03-05
PAUTEIRO: Marcel Agarie
RETRANCA: BOLSA DE VALORES / ECONOMIA
ENFOQUE: Popularização de Investimentos na Bolsa de Valores
REPÓRTER: Marcel Agarie
FOTÓGRAFO: Marcel Agarie
SEM MEDO DO MERCADO DE AÇÕES
Descubra as possibilidades de ganhar dinheiro investindo nas ações da Bovespa
Muitas pessoas com capital disponível para investimentos deixam de aplicar em ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) por falta de informações e por acreditarem que este tipo de aplicação está mais propício a perdas do que ganhos. Um "fantasma" criado pela imaginação dos leigos, que se assustam com os altos e baixos do mercado financeiro e preferem fugir dos riscos de possíveis prejuízos. Para quem pretende se arriscar, primeiro é preciso se cadastrar em uma das corretoras filiadas à Bovespa, disponibilizar um capital razoável e autocontrole para não cair em desespero com o sobe e desce do mercado.
Com uma corretora definida e o dinheiro nas mãos, chegou a hora de investir. Há duas maneiras de se fazer isso. A primeira é por meio de um home broker, um sistema via internet que a corretora oferece para acompanhar as cotações, fazer consultas financeiras e também realizar as operações de compra e venda. A segunda é pelo sistema Viva Voz, onde o investidor dá as coordenadas pelo telefone para a corretora e ela, junto com os seus representantes na bolsa, realizam as operações.
Escolhida a forma em que irá operar dentro da bolsa, agora é preciso saber como se faz para ganhar dinheiro investindo em ações. Existem diversas formas, porém duas são mais comuns. A primeira é com a distribuição de dividendos, onde se recebe um rendimento que varia de acordo com a quantidade de ações que possuir. Para se ter uma idéia, o Bradesco distribuiu para os seus acionistas no ano passado o valor R$ 1,324 bilhão, o que corresponde a 25% dos lucros que obteve.
A outra forma de fazer prosperar as economias consiste em vender as ações por um preço mais alto da que foi adquirida. Para isso é interessante que se acompanhe diariamente as cotações das principais empresas da Bovespa, justamente para aproveitar as oportunidades e comprá-las quando os preços estiverem baixos, para depois vendê-las após a subida das cotações.
Um bom exemplo de grande valorização das ações foi a atitude dos trabalhadores que aproveitaram a oportunidade da Petrobrás e da Vale do Rio Doce e compraram ações com o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Conforme informações do site Fortuna, quem investiu na petrolífera em 2000 e manteve o dinheiro aplicado até o final de 2004, obteve um lucro de 260,8%. A mineradora valorizou 355,8% em um prazo ainda menor, entre março de 2002 até dezembro de 2004. Quem não aproveitou a chance, ganhou pouco mais de 3% ao ano.
Analisando estes faturamentos exorbitantes é fácil imaginar que se pode enriquecer investindo em ações. Basta comprar alguns papéis da Petrobrás ou da Vale e deixá-los rendendo tranqüilamente por longos anos. Enganam-se os que pensam assim. Para quem ainda não sabe, todo este lucro foi decorrente da boa fase e um mercado favorável que as duas empresas viveram durante os últimos cinco anos.
É importante ter em mente que esses altos rendimentos - assim como os baixos - apresentados por algumas empresas na bolsa de valores, não dependem apenas da saúde financeira delas, pois além disso, estão vinculados diversos outros fatores econômicos, políticos e internacionais. Portanto, manter-se informado sobre estes temas ajudam, mas não resolvem todas as preocupações. Segundo o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV (Faculdade Getúlio Vargas), William Eid Junior, "se informar sobre as empresas pode até minimizar o risco, mas a redução é pequena, posto que o preço das ações não depende apenas do desempenho delas. As empresas podem estar muito bem, mas se o ministro Palocci tropeçar, a bolsa cai e com ela o seu dinheiro".
Informar-se é essencial, mas para quem não pode manter-se atualizado sobre os temas que envolvem o mercado financeiro, ainda é possível investir e deixar que as preocupações recaiam sobre a corretora. A maioria delas oferece um serviço conhecido como Clube de Investimento, onde é criado um grupo de investidores, que adquirem cotas de uma carteira de ações sugeridas pela corretora e seus rendimentos são divididos proporcionalmente entre os participantes. Elas ainda emitem boletins diários com informações do dia, as tendências do mercado e os rendimentos da carteira do grupo. Na opinião do operador José Roberto, que trabalha há 24 anos na Bovespa pela corretora São Paulo, "para quem está iniciando e ainda precisa adquirir alguma experiência é mais fácil participar de um clube de investimento. Em média, estes grupos conseguem de 5% a 6% por mês de rendimento".
O presidente da Bovespa, Sr. Raymundo Magliano Filho, concorda com a opinião do Roberto e afirma que "a iniciação por meio de um clube de investimento é a melhor maneira do investidor leigo ingressar no mercado de capitais". O presidente também alerta que "o investimento em ações deve ser feito considerando-se um horizonte de longo prazo, em aplicações constantes, mesmo que sejam pequenas quantias mensais".
Indiferente da forma que se pretende investir na bolsa, tomar todos os cuidados ainda são poucos. Da mesma forma que se pode acumular grandes lucros, as chances de investir errado e colocar todo o dinheiro por perder são as mesmas. Portanto, o investidor deve sempre buscar informações sobre o mercado financeiro para que, com um tempo, tire as suas próprias conclusões sobre ele. Também é preciso pesquisar sobre as taxas e serviços prestados por cada corretora, pois eles variam de uma para outra conforme o perfil de cada de investidor. Para outras informações sobre a Bovespa e corretoras filiadas, consulte o site da instituição: www.bovespa.com.br .
por Marcel Agarie * 1:25 AM
____________________
____________________
Um momento marcante...
Fotos que me renderam uma visita à redação do Jornal O Estado de São Paulo e que me deram a oportunidade de conhecer alguns fotógrafos, editores e jornalistas.
Estas imagens são do incêndio que acabou com o carro alegórico da escola de samba Unidos do Peruche, tirada em 02/03/04, na Av. Olavo Fontoura, ao lado do sambódromo paulistano (Anhembi).
Quando eu tirei a primeira foto, ainda não estava presente nenhum jornalista ou fotógrafo. Fui o primeiro a chegar no local. Estava no momento certo, na hora certa.
Fiz muitas amizades no local. Conversei com uma equipe da TV Record, com fotógrafos freelancer e diversos jornalistas. Em especial, gostaria de mandar um abraço para o Sr. Godoy, motorista dos jornalistas do Estadão, que me incentivou a levar as fotos até a redação do jornal. Elas foram colocadas na Agência Estado, mas não foram comercializadas.
Nem fiquei triste. Só o fato de ter visitado o edifício do Estadão, valeu o dia!
Um detalhe bastante interessante: era o meu primeiro dia de aula, no curso de jornalismo.
FOTO NO MOMENTO DO INCÊNDIO
FOTO APÓS AS CHAMAS SEREM CONTROLADAS PELOS BOMBEIROS
FOTO DO EDIFÍCIO DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
por Marcel Agarie * 12:38 AM
____________________
AS SEMELHANÇAS DE UMA PIZZA E UM E-MAIL
Nove pessoas foram internadas após comerem um pizza envenenada, no município de Petrolância, sertão de Pernambuco. A pizza foi recebida pelo o estudante Paulo Henrique da Silva, de 16 anos, junto com um bilhete de amor que dizia:
"Eu sou uma pessoa que sempre te amei muito e nunca tive coragem de lhe dizer o quanto te amo, nem todos os papéis do mundo poderia dizer o quanto te amo. Até esse dia chegar, ficarei na solidão do meu quarto, pensando num jeito de lhe dizer as palavras mágicas: eu te amo. Amanhã eu te espero por trás da prefeitura, não falte meu amor."
Sem desconfiar do presente, o rapaz compartilhou a pizza com outros amigos e no final da história, todos, unidos no hospital.
Não sei se isto é uma situação vinda do mundo real para o virtual, ou ao contrário, porém, casos como este de Paulo Henrique, vejo acontecer diariamente no mundo virtual, que não deixa rastros biológicos, mas traz sérios problemas técnicos para os especialistas em computação.
A falta de desconfiança por parte dos usuários, que recebem diariamente e-mails contendo mensagens que instigam a curiosidade ou bem estar da pessoa, fazem elas abrirem os anexos (pizza) e muitas vezes, também, compartilharem o anexo (pedaços da pizza) com outros usuários (amigos).
Todos os dias recebo um e-mail com a seguinte mensagem, vinda de e-mails que nunca vi na vida, e o pior, muitos por e-mails de amigos e conhecidos.
"Ola, a quanto tempo! Eu me mudei dai para os Estados Unidos e faz um tempo que perdemos o contato. Consegui seu email através de uma amiga sua. Vamos fazer assim, eu vou lhe mandar meu album de fotos (em anexo no e-mail) se você me reconhecer, me retorna o email. Quero ver se voce ainda lembra de mim. :) "
E assim como o nosso amigo da pizza, sem desconfiar de um e-mail tão bonitinho, abre o album de fotos e...
... computador infectado, vírus e mais vírus, envio automático do vírus para outros colegas (divisão da pizza, lembra?)
Precisamos perder essa ingenuidade. Confesso que já fui assim, mas aprendi. Não como mais doces de São Cosme e Damião que alguns devotos deixam na pracinha perto de casa. Quantas dores de barriga já tive por causa disso. A minha vizinha dizia que eu era louco porque ficava comendo "macumba". Isso me fez realmente passar mal, não pela possível "macumba", mas pela praga que ela jogava em mim.
É hora de aprendermos com os nossos erros e com os erros dos outros.
OBS: Quando terminar de ler este texto, aperte as teclas ALT + F4 e assista a uma passagem engraçada do desenho Bob Esponja.
por Marcel Agarie * 5:42 PM
____________________
A R Q U I V O
MENSTRUAÇÃO MODERNA
Todas às vezes que vou ao supermercado com a minha namorada fico espantado com a diversidade de absorventes (tradicional Modess - abro parênteses dentro dos parênteses (Modess se escreve assim?) - fecho parênteses ) expostos nas prateleiras. Para minha namorada é normal, tanto que ela acha a variedade pouca para tantas necessidades. Necessidades?
Há pouco tempo, não muito mais que 10 anos, as prateleiras dispunham apenas de um modelo com algumas opções de marcas, que concorriam entre si, atrás de suas consumidoras. Acho que com a evolução da mulher, talvez com a sua independência neste mundo ¿machista¿, surgiram novas necessidades. Parece seção de fraldas descartáveis: modess para dormir, para passear, para ir na piscina, na praia... Tem aquele de menor espessura, pra evitar o constrangimento da mulher passar pela rua e ouvir de alguns indelicados dizendo: Aê "capô de fusca"! Testão, hein?
Uns prometem maior período sem precisar trocar. Já pensou, aquele monte de sangue indo pra sei lá aonde? Parece que transformam-se em bolinhas de gel de sangue coagulado. Urgh!
O chamariz de alguns são suas abas que envolvem a calcinha para o modess não fugir. Meu Deus! O modess vai fugir pra onde? Para o umbigo? Será que há riscos do modess sair pela lateral da calcinha e cair no pé? Já pensou uma tenista, trocando bolas num jogo disputado e o modess cair no chão? Acho que para este caso, há um certo fundamento.
E o absorvente interno? Este deve ser horripilante. Deve ser uma sensação muito esquisita, andar pela praia, correr no parque, andar de bicicleta com aquele negócio enfiado na perereca (utilizarei técnicas de ortografia infantil, visando não ofender o meu público de crianças menores de 4 anos, com palavras mais fortes). Imagina, você se olhando no espelho, com aquele fiozinho que mais parece pavio de vela, balançando. E olha que tem muita mulher que gosta mais deste tipo. Gosto não se discute. Ainda bem que nasci homem.
E agora que inventaram absorventes com outras cores. Tem rosa, branco e até preto. Pra que será que serve? Deve ser por motivos estéticos, afinal, o modess precisa combinar com a calcinha, que combina com o sutiã, este que combina com o cinto e a bota. Ou será que é para fazer inveja para as amigas quando vão em grupo ao banheiro:
- Olha gente! O meu modess novo de cor preta! É lançamento!
- O meu é rosa choque, nem foi lançado no mercado. Está em fase experimental - diz uma das amigas com uma ponta de inveja do modess preto.
- Ahh, e o meu? - diz outra amiga, tentando fazer mais inveja. - Ele é importado do Japão! Vem até com pelinhos na parte detrás para disfarçar o modess. Não é chiquérrimo? Parece até a minha xoxota! (novamente estou utilizando técnicas de ortografia infantil, visando o bem estar do público).
Do jeito que a coisa anda, sugiro inventarem modess para meninas que ainda não menstruaram (meu público infantil feminino deve ter gostado dessa), modess para senhoras em menopausa e modess para os gays se sentirem mais mulheres. Só não sugiro modess pra cachorra, porque já foi inventando. Vai ver que a idéia surgiu da moda funkeira e suas "cachorras", "popozudas" e "preparadas". Provavelmente, logo deve aparecer algum modess para as éguinhas pocotó.
Melhor eu parar por aqui, senão terei que falar dos modess para pré-inicio, inicio, meio, meio para o final, início do final, metade do início do final, depois do final e finalmente final da menstruação quase início de uma nova.
Em falar em menstruação, ô palavrinha feia!
NOTA DO REDATOR: Espero que todas as mulheres me desculpem pelo meu ponto de vista totalmente leigo e cheio de equívocos. Obrigado!
por Marcel Agarie * 1:12 AM
____________________